Michel Teló, o BBB & Vocês

”nossa, nossa assim vocês me matam de vergonha”

O antônimo de BBB deve ser o Programa do Jô né? A internet fica muito mais divertida com essa gente que odeia Big Brother mas comenta novela, acha Orkut coisa de pobre mas vive compartilhando Humor no Face, critica fã da Apple mas paga os olhos da cara pra ver o time de futebol, defende a cultura até o fim mas no churrasco do fim de semana desce até o chão ouvindo brega porque ”não gosta mas é engraçado”. Reclamam do traseiro da Valesca Popozuda mas a cabeça não produz metade que ele (o traseiro) produz em termo de coisas que são de fato engraçadas, entretedoras ou até de mau gosto.

É o mesmo tipo de gente que escuta Akon e David Guetta mas está revoltada com o sucesso de Michel Teló na capa da Época porque, sim, ele não representa essa classe tão empenhada em parecer Européia, em ser o topo do mundo e viver com o mesmo tipo de sensura social dos tempos das ditaduras. É tudo uma vontade profunda de aparecer, um apartheid social forjado mas que esconde um elitismo sem escrúpulos por baixo de um salário antropológico que não corresponde nem o mínimo de coerência e dignidade. Clarice Lispector está muito decepcionada com vocês. Vamos deixar de ser bobos, porque hipocrisia é outra coisa, isso que vocês fazem ainda não tem nome!

Já que 2011 não deu certo, virou RIP

                                                                        dsclp  a foto mas queria usar em algum lugar

 

Não é que eu tenha escolhido o último dia do ano pra me livrar de todas as lembranças ruins mas acho que o momento é oportuno pra chorar as pitangas pela última vez, agradecer umas 3 ou 4 coisas boas e cantar o saudoso ”Segura na mão de Deus e vai” praquele que ainda não morreu mas já se encontra em estado avançado de degradação na UTI, 2011.

Os últimos 365 dias (com margem de erro de 15  para mais ou para menos) foram complicados de se viver e o que mais assusta nisso tudo é ter conseguido chegar até o final deles de uma maneira relativamente feliz e porque não ”’bem”. Eu tive problemas amorosos, profissionais, universitários, religiosos, nas amizades e familiares, isso mesmo, em todos os campos da minha vida e o maior mérito de tudo isso foi aprender administrar cada coisa de modo que não surtasse definitivamente mas passou…

Teve amizade nova, mágoa, decepção, fim de relacionamento, puxada de tapete, mudança de estágios, nova orientadora, gente surtada, provas que não acabavam mais, fantasma da reprovação, dinheiro no bolso (quase nenhum), congresso internacional, apresentação de trabalho premiado, organização de evento científico, viagem pra foz do iguaçu, podcast, twitter, grupo de extensão, desespero, excesso de atividade, estafa, downer e a mais absoluta falta de tempo da minha vida. Contudo, passou e agora tô aproveitando o resto das férias que estão por aí e em vez de verão, sol, gatinhas molhadas e de biquine eu nem vou pisar na praia pois tenho tanta coisa pra estudar, tanto projeto pra iniciar que o máximo que vai dar tempo é ir pra uma festa ou outra no começo de 2012 (isso inclui a forçosa agenda de Carnaval que se tem quando mora em Recife), entre outras coisas.

O ano que começa é diferente pra mim pois estou terminando minha graduação, provavelmente terei um emprego por uns dias mas pretendo mesmo dar seguimento a minha vida acadêmica, meu sonho em ser cientista e passar no mestrado. Sei que tenho uns 6 longos meses até lá e um pouco mais até entrar no programa de pós mas estou cheio de sonhos, entusiasmado e feliz com tudo que conqusitei nos últimos, livre de tudo que me fazia mal e esperançoso que daqui pra frente as coisas serão ainda melhores. Tomei umas resoluções pessoais que nem conto pra não estragar e porque já que são bem difíceis, ficam ao meu critério como vai ser a realização. Eu desejo um excelente 2012 pra quem merecer e fizer por onde, sabedoria e fé em qualquer coisa são o mínimo do fundamental pra cada um ser de fato realizado, feliz ano novo!

Os melhores covers parte.1

Sabe, eu particularmente odeio versão remix da maioria das músicas porque acho que perde a forma, graça e qualidade. Em contrapartida, acho que cover é uma prática super legal e pode valorizar tanto a banda que se presta como a dona do sucesso original. Confiram os meus preferidos:

Adele – Last Night (Strokes)

Snow Patrol – Last Friday Night (Katy Perry)

 

Gorillaz – Crystalised (The Xx)

 

Tiê – Você não vale nada (Solteirões do Forró/Calcinha Preta)

Arctic Monkeys – You know I’m no good (Amy Whinehouse)

 

Duffy – Ready for the floor (Hot Chip)

 

Hot Chip – She Wolf (Shakira)

 

Franz Ferdinand – Womanizer (Britney Spears)

Linkin Park – Rolling in the deep (Adele)

Lily Alen – Evebody’s Changing (Keane)

 

Mark Ronson – Oh my god (Kaiser Chiefs)

Pomplamoose – Single ladies (Beyoncé)

A static Lullaby – Toxic (Britney Spears)

http://www.youtube.com/watch?v=CWxy142kIMk (yael naim)
http://www.youtube.com/watch?v=q_C20oV2s4o (verse emerge)
The Kooks – Kids (MGMT)

 

The Pretty Reckless – Island/Love the way you lie (The Xx/Eminem and Rihanna)

Shakira – Islands (The Xx)

 

Placebo – Running up that hill (Kate Bush)

Nightwish – Phanton of the Opera (sei lá)

 

Beyoncé – You oughta know (Alanis Morissete)

Continua

The Strokes – Show completo no Planeta Terra

Particularmente acho que o Strokes tem tudo pra continuar sendo uma das melhores bandas dessa década. Não acho que eles foram os que fizeram mais bonito nos últimos 10 anos porque assim seria injusto com o trabalho de outros grandes grupos que fazem do rock mais alternativo e menos docinho como o (arrrggg) Coldplay. Estamos falando daquela cena alternativa que traz ”gente” como Arctic Monkeys, The Killers, Franz Ferdinand, White Stripes, YYY’s, Clap your hands…, e mesmo depois do mainstream duvidoso não deixa de vender bem tudo que lançam, com competência e qualidade.

O Strokes tem uma história, que me reservo no direito de achar você leitor suficientemente curioso a pesquisar no Google,  que é digna de uma grande banda de rock e se não fosse toda essa hype e consequente pressão em cima do grupo, provavelmente ainda teríamos álbuns tão enérgicos quanto Is this it. Essa coisa de achar esses caras que fazem um bom som e andam no caminho certo a salvação da música mundial e prejudicional e pode constrangem grandes gênios. Não posso dizer que quem começou tocando em clubes alternativos e agita uma multidão ensandecida como a do Planeta Terra está na pior mas acho que Casablancas podem fazer ainda mais bonitos (e de preferência aqui na minha cidade também). Abaixo tem o show completo aqui no Brasil no último final de semana

”Lula, por que não trata seu câncer no SUS?”


Deu entrada na última madrugada no Hospital Sírio-Libanês a falta de bom senso humano. O ex-presidente e provavelmente uma das figuras mais carismáticas e respaudadas da nossa história, Lula,  foi diagnosticado ontem com um tumor maligno na laringe e vai começar o tratamento na quimioterapia em breve. Aparentemente qualquer pessoa com um senso de humanidade iria torcer pra que o cara, apesar de qualquer divergência político-ideológica, ficasse bom e desse sequência ao tratamento, desejando no mínimo força pra família nesse momento difícil.

Conforme esperado, a internet explodiu em piadinhas sem graça sobre o câncer de Lula numa espécie de Rafinhabastização da internet e dos seus bebês. Sei que o mesmo aconteceu no caso de Reinaldo Gianechini, José de Alencar e Dilma mas a oportunidade traz o ranso de outros interesses maliciosos. Daí surgem uma série de PFListas (achei melhor chamar o pensamento dos eleitores Democratas ou não na nomenclatura antiga do partido só pra dar um clima retrô a essa mentalidade arcaica) ou sei lá que tipo de ser-humano estamos falando, com o argumento bem frouxo que Lula deveria se tratar no SUS que tanto defende.

É verdade que às vezes as pessoas pecam na palavra (e Lula usou e abusou desse direito nos mandatos dele) mas estão esquecendo que do mesmo jeito que o ex-presidente não é tolo,  não deveriam tratar seus interlocutores como bonecos alienados que também não fariam o mesmo, o Sistema Único de Saúde é bonito, um dos melhores do mundo porém não colocado em prática porque temos um país negligente que não combate a burocracia e corrupção e esquecer disso por mero convencionalismo é hipocrisia ou maldade mesmo. Qualquer um iria apelar pro melhor plano de saúde possível e/ou ir atrás dos melhores especialistas que tanto trabalham no sistema particular como no atendimento público. Vai lá estudar a história do SUS, ler constituição, procurar o Ministério da Saúde e seus diversos órgãos e trata de desimaginar esse mundo perfeito, desumano e egoísta torcendo  pra nunca ter uma pessoa que sofre de câncer em casa, garanto que é um momento fragilizante e difícil pra qualquer um…

 

O ódio ao SPORT e o complexo de elitismo do Recifense

Não diferentemente de qualquer outro estado, Pernambuco é um estado cujo esporte preferido é o Futebol. Independente do credo, sexo, idade, cor ou classe social aqui também é comum juntar os amigos em casa, ir ao restaurante ou simplesmente espreitar o radinho de pilha no ouvido para ouvir um bom jogo. Sei disso mesmo não gostando nem um pouco de acompanhar qualquer esporte e desconhecendo a diferença de um tiro de meta e um centro avante, basta tá inserido na sociedade, não ser cego para ler notícias de brigas (muitas vezes fatais) entre torcidas rivais, ouvir as carreatas cheias de buzinaços ou presencear as discussões acirradas dos amigos que giram em torno do fanatismo nacional em torno da chuteira mas que dependendo do estágio pode ser sim muito saudável.

O fato é que aqui vivemos um contexto de alienação do cidadão e das torcidas em geral que beira o estado patológico e que permite algumas observações.  Talvez Recife por estar mais perto dos principais eventos e dos estádios dos principais times (Sport, Náutico e Santa Cruz),  temos uma euforia diferenciada e alguns detalhes tornam a escolha do clube algo mais peculiar. É a partir daí que o hábito de curtir o esporte vira uma complexa rede de razões, vaidades e interesses pessoais.

Particularmente, convivo com pessoas de diferentes níveis sociais e minha condição de alheiatoriedade observadora permite passar uma régua no perfil dos torcedores.  Acho mesmo que criou-se um parâmetro social pra definir as torcidas: Sport e Sta Cruz (times de pobre, preto, maloqueiro, arruaceiro, gente que depreda ônibus e briga na rua) vs. Náutico (habitante de Boa Viagem, Casa Forte, Espinheiro, pele branca e pedância ao extremo). Não é difícil dar de cara com expressões racistas como ”A negada do Sport”, ”Eu tenho pele branca, torço pra Náutico” ou gente que não é tão explícita mas usam do fato que ”Odeia rico e não vai torcer pro Náutico” assim como a rica torcida Náutico que estampa por aí que é Elite (só financeira porque o clube não tem os melhores desempenhos nos campeonatos), a regra é torcer contra o Sport porque a torcida se concentra principalmente nos morros e altos do Recife…que vergonhoso e chato ter que conviver com gente assim. Está morto o tempo em que curtir um clube era algo mais ligado a história de títulos, admiração ao bom futebol dos jogadores e isso seria extremamente saudável porque não tem frase mais coesa que ”Futebol é paixão e raça”, e mesmo sendo um desinteressado pelo tema não tem como negar e admirar a organização dos fãs. Fica o exemplo da torcida Coral do Santa Cruz que mesmo diante das dificuldades do clube esteve do lado dele até  voltar a brilhar e virar notícia mundial, como aconteceu recentemente quando o clube trocou de série.

Eu vejo um monte de gente alienada e preparada pra cometer violência em todos os âmbitos com o ”inimigo”, algo já tão batido na nossa história mas que não perde a característica de ser vergonhoso e segregacionista mais uma vez dentro ou fora do campo dos esportes mas sempre sociologicamente falando. Claro que não é uma regra emoldurada tudo que falei (até porque tenho muitos amigos que não são nem um pouco assim mas observando de fora chega irritar de tão determinista que é o fanatismo por futebol aqui no estado)  observem que o esteriótipo presente tem um forte caráter de segregação  e que discriminar as torcidas ultrapassa a barreira de apenas um único tipo de preconceito.

 

Abaixo um dos vídeos mais bonitos de torcida organizada que já vi: a torcida do Internacional cantando a música Seven Nation Army do White Stripes. Muito bom!

 

Aborto: o error 404 deve ter um dono mas quem?

LEIA ESTA NOTÍCIA e pensa comigo…

Se o aborto é legalizado morre uma criança, se não a mãe irresponsável também corre perigo de uma infecção sem nem poder fazer um curetagem pra o crime não ser descoberto.  Não dá pra se abster pelo menos de uma reflexão inteligente a respeito disso. O ideal é se previnir, fazer uso de algum método contraceptivo ou algum medicamento pós-coital.

Contudo, passado o período de ”salvação” e com a consolidação da gestação, a discussão muda de foco.  Independente de ter uma visão religiosa ou não e toda a ética que envolve o assunto, um conjunto de células organizadas formam tecidos, tecidos formam órgãos,  órgãos formam sistemas e, enfim, pode não haver raciocínio lógico mas, sim, há vida. Eu respeito quem filosofa que a vida começa apenas depois que o indivíduo nasce mas pensa a mãe como uma cachorra e o filho como parte de uma cria, imagina que chato matar um animalzinho na barriga da genitora?  Só que com seres humanos as coisas são mais cautelosas e quem é a favor ou contra fica meio arredio porque é mais fácil compartilhar campanha no facebook que não fazer vista grossa…

O que o estado pode oferecer para evitar esse tipo de acontecimento e notícia?  Usar a consciência das pessoas e mudar o jeito de educar a sociedade é fundamental pra salvar vidas e não comprometer ainda mais as pessoas (sendo a favor ou contra o aborto, como eu)

 

Regina Bittar: a mulher que dá voz ao Google Tradutor

Atire a primeira pedra quem nunca dei aquela passadinha no Google tradutor pra salvar a pela na hora de pronunciar um nome estranho ou não pagar mico diante dos amigos que sabem que você já acabou o curso de Inglês. Recentemente, a internet foi invadida por uma onda de memes com a famosa voz da ”mulher do google”, neste vídeo vocês ver Regina Bittar que dá voz a essa figura do nosso dia-a-dia

Os SOU FODA pernambucanos

so foda

A música brasileira é algo muito interessante. Somos cheio de clubinhos sociais e de gente dividida entre o prazer culposo e a síndrome de Chico Buarque e da música pra Inglês que mora no interior do Nordeste ver. Não é muito inovador dizer que todo mundo, principalmente os mais jovens, gosta de ouvir um pouco de brega, funk ou forró no meio das festas e isso inclui também a elite culta e graduada do país que, mesmo detestando os sons que vem da periferia, apelam pras versões mais softs como Zeca Pagodinho ou aquela melancolia pueril e nada profunda da Jovem Guarda, por exemplo.

Ultimamente e num intervalo de aproximadamente 3 meses somos surpreendidos por uma avalanche de versões funk ou sertanejo de alguma ”””porcaria””” que bomba no eixo sul/sudeste como Os avassaladores (Sou Foda), Mulher Melão (Você quer) ou até mesmo os já antigos Michel Teló (Fugidinha) e a rainha da sacanagem Valesca Popozuda com os hits obscenos mas não menos apreciados pela maioria das pessoas e que, diga-se de passagem, rompeu muitas barreiras do falso puritanimos e da hipocrisia que ronda a sociedade. Todos nós entendemos o porque disso, não é?

Em Recife e no Nordeste, a situação não é muito diferente do restante das capitais do país. A periferia tem uma vida dura e assim como a elite vive seus jogos de poder, situação econômica difícil, problemas amorosos e diferentes graus de letramento da população mas a criatividade e inteligência felizmente permeiam todos os horizontes na música e o copia/cola de referências acontece livremente e consegue traduzir de maneira popular tudo isso com algum louvor. Esse post inclui algumas novidades do brega atual da cidade (quem vem apostando pesado num mistura com o funk e os ritmos melody, que vem do Pará) e despertando a atenção dos empresários, produtoras e da playboyzada que não sobe o morro mas paga 40 R$ pra ir numa casa noturna de classe média alta como a Audrey ou o The Pub pra ver essa galera que vem dos morros mas que assim como eles sai na night pra beber, conversar com os amigos, rir e esquecer dos problemas da vida e, óbvio, pegar as novinhas. Voltando ao título do post, reitero que não entendo porque um ”Sou foda” faz tanto sucesso sozinho e as músicas divertidas daqui praticamente, em sua maioria, fica restritas a cidade e no esquecimento bem próximo…

 

 

A versão lego de todos os meus amigos

Admitamos que você é um cidadão que conhece o LCD Soundsystem e curte a banda como eu, caso contrário há tempo de começar por esse vídeo. O vídeo segue a tendência hype de reproduzir até a morte da Amy Whinehouse numa versão LEGO e acaba sendo tão bom quanto o original, dá uma olhada:

Seria LEGO um novo filtro do Istagram da vida?

SEM LEGO