Homecoming again

Ele voltou para onde nunca deveria ter saído. Bem, eu não sou uma autoridade extremamente competente para falar de Hip-hop e RnB mas Kanye West é capaz de agradar a praticamente todos os gostos e preenche bem os requisitos de qualidade musical. O rapper faz parte de uma geração criativa que freqüenta os charts americanos mas que trás consigo algo a mais que correntes, carros caros e riqueza.

Recentemente, West criou um twitter no qual seguia somente uma única pessoa chamada Steven Holmes,  mas o maluco agora  tem outro único amigo na rede de microblogs e, peguem o crucifixo, porque isso só pode ser obra de bruxaria ou coisa de quem assiste Crepúsculo, mas o atual single-bff do rapper é o Justin Bieber.  O fato é que em se tratando de produção musical, Kanye sempre foi bastante requisitado e seu talento é indiscutível ao lado de mestres como Jay-Z, Pharell, Beyoncé e Eminem. Ele decidiu lançar uma nova música gratuitamente na rede todas as sextas-feiras até o fim de 2010 e do jeito que anda inspirado em virar o próximo salvador da música, muita coisa maluca deve vir pela frente.

Acaba de ser lançado seu mais novo single, cujo vídeo encontra-se nesse post e marca a tal volta dele aos holofotes mainstream, depois da polêmica com a cantora de pop-folk-adolescente, Taylor Swift. A loirinha teve lá suas razões para sentir-se ofendida e  defendida por todo mundo, mesmo sendo representante de um som chato e não estou falando do estilo folk em si, mas KW foi crucificado em excesso e condenado, da forma esperada, pela indústria pop que o guia e que ele procura insistentemente fazer parte.O diferencial é que, no caso dele, existe algo além de imagem fútil, fazendo aqueles que passam por seus clipes e sons refletir de alguma forma pelos temas destacados.

Tetris na Lua

Eu, como bom admirador, estudante e candidato à dificil profissão de Cientista e pesquisador, me peguei pensando em corrida espacial depois de ler este artigo. Saímos de nossas cascas há um bom tempo, divulgamos diarimente nosso conhecimento na rede e ainda somos bem frágeis quando tratamos de romper barreiras importantes e naturais como, por exemplo, forças físicas tal qual a gravidade. É óbvio que me refiro a reproduzir de maneira eficiente e in vitro aquilo que o ambiente terreno nos impede, como a reportagem sobre cristalizações de proteínas sob baixa gravidade.

O desafio de alguns tem sido levar ao espaço seus estudos de encaixe peptídicos, brincando de um quebra-cabeças que tem milhões de partes e recompondo o caminho da natureza. É como jogar um Tetris cujos tijolinhos apresentam n-formas, caem aos montes e com velocidades diferentes, com o diferencial de controlar a ordem dos fatos e, em vez de um apedrejamento coletivo, usar aquela cornetinha do Chapolin que paralisa o tempo oportunamente. Se você tiver a noção de que proteínas são formadas por diferentes aminoácidos e que ácidos nucléicos norteiam sua formação associada ao conceito de gravidade, consegue com facilidade imaginar o quão genial é esse tipo de idéia.

É inadmissível e ignorante ouvir pessoas que se opõem a uma nova corrida espacial e dramatizam quando o assunto é criar colônias fora do planeta e levar gente pensante para lá. Sou a favor de sair desse mundo, buscar fontes em todos os sentidos e trazer para cá a solução dos problemas, pois se a mente e imaginação humana apresenta limites, a capacidade de adaptação é tão presente que a presença/vida em outro ambiente é tão vital quanto necessária. É hora de quebrar paradigmas, tanger preconceitos e pensar nos efeitos.

Sou apaixonado por proteínas e, como estudante de Farmácia, tenho noção do quão importante para o desenvolvimento e projeção de novos fármacos esse tipo de estudo pode ser. Imagine-se com uma caixa e milhões, aqui todo exagero é justo, de pedaços de um quebra-cabem sem  a imagem padrão evidenciada, imagine a dificuldade de chegar ao objetivo final sabendo que outros semelhantes morrem o tempo todo esperando por sua solução, muita pressão para os verdadeiros profissionais. As dificuldades coexistirão com o produto final, mas dão mais gás aos viciados nesses jogos, que anseiam por mais lições difíceis. É isso que o tipo de estudo em questão refere-se, tendo como prêmio bruto: remédio e vida.  Tudo é, no mínimo, tentador em termos da cura de diversos males.

O Brasil poderia pensar nisso com mais frequência e seriedade. Isso nos traria pioneirismo, além de capacidade de criação e pescagem dos próprios peixes, o que é decisivo para ânsia de corrida por desenvolvimento e monopólio mundial apesar de ser injusto permitir que capitalizem nossas necessidades e sentimentos de um mundo melhor e saudável.  Falo de algo mais grandioso que brincar de Deus e ser potência econômica, logicamente. Nós que pertencemos a esse grupo do país e buscamos por um mundo melhor, aplaudimos de pé esse tipo de iniciativa, sempre se esforçando para fazer diferente e melhor o patrimônio público de maior seriedade e necessidade:  a vida!


Um pouco mais de High Definition

Aconteceu ontem, depois das 22 horas, na Band, o primeiro debate político entre os presindenciáveis da eleição 2010. Nem conversa franca, nem embate, o momento foi de fato algo muito morno e com pouquíssima lenha na fogueira.

Foi um show de estereótipos ao lado de uma cobertura jornalística frouxa, não no sentido covarde, ou talvez sim, mas sob a ótica questionável da imparcialidade jornalística assumida pela emissora. Todo mundo tem um pouco de pé amarrado mas se um canal consegue fazer humor debochado, porque não tem competência de provocar e colocar na berlinda pessoas com mais responsabilidade social que artistas e celebridades? É que brincadeira tem fundo de verdade, mas ludismo com política soa mal fora da faixa de patrocinadores e crítica pesada expõe demais a cara de quem aponta. É isso que me passou a introdução-aquecimento e posicionamento dos jornalistas participantes: Joelmir Betting e Boechat, que mesmo diante das circunstâncias, sobretudo o primeiro, fizeram boas perguntas e renderam interessantes colocações.

Nitidamente, Dilma Roussef era a mais nervosa e despreparada em termos de oratória, embora a calma aparente, o jeito bem colocado do Serra não convença eleitores mais críticos e acostumado com a bondade homeopática dele, conhecida por nós de outros carnavais. As grandes surpresas, sem demagogia e fanatismo, foram as posturas de Marina e do Plínio de Arruda, positiva e negativamente falando. A primeira não fugiu das perguntas e deu menos derrapadas que os outros ”colegas” e o segundo é praticamente o Felipe Neto do PSOL, sinto até saudades da Heloísa Helena.

O Plínio conseguiu se mostrar, posto que a maioria do eleitorado o desconhecia, e fazer um barraco sentimental com falta de argumentos e o bom ataque Troll, palavrinha da moda na twittosfera. Dizer que estava sendo desprezado na conversa e que queria participar sem panelinhas foi cômico e não alterou a seriedade do evento (e não do programa, para sermos justos), o fato é que temos uma possível mosca na sopa com um ator que oscila entre Enéas de Cuba e Ciro Gomes acardosado. Isso traz alguma dinâmica aos temas batidos e pode ser o quê a mais das próximas oportunidades.

As perguntas foram programadas no melhor estilo ‘meu marqueteiro mandou’ e destaco dois momentos principais. O primeiro consiste na Marina mostrando ao Serra que para entender e falar de saúde não basta ser médico e que política pública é algo que vai além de uma brilhante carreira na Medicina e o segundo consiste na bola fora do candidato Tucano ao falar sem muita propriedade do programa Luz para Todos, lançado na época de ministra de Roussef.  Claro que não faltou a questão agrária, preservação das terras, fauna e flora, brasileiras para cima da Marina de uma forma tão sutil que chego a colocar mesmo nas entrelinhas e bem longe do molusco que nos governa atualmente. Algo que poderia render uma ótima conversa sem tanto mecanismo como a questão das drogas e do crack, foi colocado no âmbito da pena e da dor familiar em vez da questão social, uma pena pois acho um excelente mote para se falar de um plano de governo completo por vias complexas e que requer preparo e clareza nos objetivos pré e pós-campanha. Marina destacou sua experiência na favela do Coque, aqui em Recife.

Acho que começou morno e na defensiva, discordo do Boechat que afirmou que a Band encerrava mais um capítulo de sua história. Vejo como fim de temporada de séria meia-boca, por enquanto. Começo a dirigir meu voto um pouco mais para o lado que já estava e espero, mais animado que o Pedro Bial, para ver os caminhos dos nossos ainda sobreviventes da nave eleitoral sem showmícios, que isso dá cadeia e eleição é coisa séria

Fiquem atentos ao que eles dizem por meio desta lista com os principais candidatos que estão no  Twitter e,  sempre que possível, estarei comentando algo na  minha conta e personalizando a cobertura por lá

The Xx

Direto das listas de tendências hypes da NME, o The XX é uma banda londrina que vem fazendo um bom trabalho e lançou ainda no ano passado o primeiro cd auto-intitulado. Embora uns classifiquem como indie rock, post-punk e eletronic acho que nenhum dos rótulos se encaixa bem com o trio mas é certo que eles tem um apelo visual bonito e simples e boas canções que já foram aproveitadas nos seriados Lie to me e Grey’s Anatomy. Já foram lançados 4 singles:  Islands,  Crystalised, Basic Space, VCR e um EP live at Soho do iTunes. Vale baixar umas faixas e colocar no seu iPod!

I don’t have to leave anymore
What I have is right here
Spend my nights and days before
Searching the world for what’s right here

As origens do @rustymind

Fui apaixonado por uma professora de Redação na época do cursinho, a qual inclusive   encontra-se hoje muito bem casada e com filhos. Éramos bons amigos e à época eu era só um menino bobo que fantasiava, por achar a professora inteligente e cheia de conhecimento. Na minha mente, era bem mais fácil me misturar com alguém mais velha somente via campo das idéias, bons tempos de ilusão.

Era difícil esconder minha admiração que com o tempo foi se frustrando mas que acredito ter deixado bons frutos. A sala em que estudava, sobretudo meu grupinho, tinha pessoas muito inteligentes, antenadas, leitoras e de diversas áreas do conhecimento. As aulas rendiam bons debates, discussões, leitura de fontes relevantes como revistas semanais de peso e um jornalismo mais underground com textos de lingüística. Eu todo animado para passar no vestibular e conquistar a então , mesmo que inconscientemente , amada inteligente, que curtia minhas idéias e jeito de escrever, que segundo ela era ímpar.

O fato é que ao final dos meus longos 3 anos por lá sempre tirei perto da nota máxima no dia-a-dia, como também cheguei a atingir a nota máxima no Vestibular e a paixão, agora por escrever, foi ficando. No último ano, fiz o concurso sem escrever uma linha ao longo dos meses com exceção da internet e me saí super bem, fui aprovado e estou onde estou. O que tudo isso tem a ver com meu nickname @rustymind ?

Alguns amigos diziam que meu curso era jornalismo por gostar de argumentar e brincar com as palavras mas decidi, felizmente, que escrever é um ato que me anima as idéias, atiça a mente e que posso levar para o resto da vida como hobby, tanto quanto meu vício em internet, bem antigo. Depois de passar pelo Blogger e Weblogger criei este em 2007, hoje com domínio próprio mas antes no wordpress.com, para manter as idéias vivas e como forma de levar mais a sério meus bons hábitos de publicar pensamentos na internet. Vocês sabem que os nomes legais de usuários estão quase todos ocupados e eu, naqueles estalos filosóficos que já se confundem com meu jeito, depois de um dia em que as coisas estava travadas e me sentia sem inspiração, achei por bem assumir a postura de que nunca deveria deixar meus pensamentos envelhecerem, enferrujarem e ao mesmo tempo não poderia virar um velho pela forma particular de ver o mundo. Pensei em algo sonoro, um nick que pudesse levantar alguma curiosidade e que passasse a idéia (inclusive dúbia) de velhice, novidade, crescimento, seriedade e o lado bobo, que não se precisa abandonar para buscar-se ser um bom ser-humano. Assim nasceu o @rustymind (em inglês rust (ferrugem) + y =  adjetivo + mind = mente; numa tradução simples = mente enferrujada), com a intenção não muito óbvia de fazer refletir até que ponto estou/estar enferrujado é positivo e traz boas novas, trocando em miúdos. É essa a idéia do meu apelido, o qual tanto gosto.

O arroba na frente veio com o twitter, que aliás é minha atividade preferida virtualmente falando por todas as razões que nem precisam ser explanadas por aqui. Curiosamente, comecei por lá em 2007 quando organizava os widgets do blog e pensei que seria bacana ter algo que se pudesse falar pouco, soltar uma ou duas frases que não necessariamente viram posts mas que gostaria de registrar e compartilhar, joguei no Google umas palavras e vi que a novidade lá ”no estrangeiro” era um tal de twitter e foi paixão à primeira vista. Tanto  que ele modificou minha maneira de compor textos, comprometeu o hábito de escrever em termos de freqüência e conteúdo, que tem um lado bem positivo, já que deixo para postar coisas mais relevantes que umas simples foto ou um passeio com os amigos por lá e me trouxe bons amigos e novos leitores por lá, quanto mudou minha experiência com a internet e ganhou outra importância na minha correria de vida.

Acho bacana quando me chamam de RUSTY mas meu nome é Clovis Macêdo e, embora  não me esconda atrás de um nome fictício, fica legal porque só os mais chegados ou completamente desconhecidos que descobrem meu conteúdo via buscadores e twitter. Tenho objetivos de vida e profissionais bem diferentes do meu lazer virtual mas continuo satisfeito com minhas escolhas, hábitos e contas por aqui.  A impressão que passo já é algo mais complexo que a gente vai descobrindo com o tempo mas é tranquilo para quem não faz questão de parecer nada de mentira.  Talvez minha antiga professora ficasse orgulhosa em saber que uma coisa boba norteou algo tão importante para alguém,  aumentou seu gosto pelo hábito da escrita e da leitura e talvez sentisse uma sensação de trabalho realizado.  Quem sabe um dia não tenho a oportunidade de contar ou então ela chega a essas linhas?

Vôo do adeus

Vivo e não vejo tudo.

Vejo tudo e não vivo.

Não vivo e não vejo tudo.

Vivo e vejo tudo.

Vivo e vejo Deus.

Vivo e brinco de sê-lo

Vivo e não vejo Deus

Vivo e não sou

Vivo de selo

Selo e Deus

Vivo de adeus

Não sou de adeus

Não vivo mas vôo

Vôo mas não sou

Vivo mas né

Não, né!

Mané

Never Finish Him

Cresci gastando meus dedos com meias-luas, dedilhando botões chamados de A, B, X e Y, start e select davam-me opções e depositando meu tempo para colher diversão em cartuchos. Visitei bancas de revista incessantemente para compra revistas Herói mas minha verdadeira paixão era desejar todos os lançamentos e  jogos da capa da Ação games, bons tempos aqueles.
Meu primeiro game não foi o Mario, ao contrário da maioria dos jogadores de SNES, e sim Mortal Kombat que, antes de ter um videogame, já era admirador da 1ª e 2ª edição no Mega Drive do vizinho, onde passava a tarde jogando com os amigos.  Comecei minha paixão pela série a partir do MK3, em seguida veio Ultimate MK (que joguei no Playstation, Saturno e Megadrive) e fui mudando de consoles até curtir o Trilogy via N64.  Aliás, a indústria dos jogos é realmente sábia nas ações para segurar os jogadores e nos manter fiéis ao longo do tempo e das novas máquinas. Contudo, hoje praticamente não jogo nada e distante de mim está a invencibilidade e o domínio total dos truques Fatalities, Brutalities e combos.
A série cresceu e muito em números e qualidade. São novos personagens, a eterna adaptação de enredo e gráficos diferenciados de cenários de luta, bem como a aparência de alguns lutadores tradicionais. O fato é que nem me atraio tanto mais por ficar jogando, matando pessoas de forma cruel e divertida, mas gosto de ver os vídeos das versões mais recentes no Youtube, sem o saudosismo clichê.

Olha só o trailer do MK9:

Tem essa versão criativa:

Não sei se empobreci ou as coisas andam realmente caras mas os preços dos novos consoles andam bem salgados e até mesmo pelo computador fica difícil emular tanta tecnologia. Mesmo assim, basta viajar pelos links dos vídeos relacionados que dá pra encontrar muita coisa legal. Eu mesmo já me peguei tentando relembrar os comandos originais sem filar nas revistinhas mofadas, que ainda guardo em alguma caixa no quartinho dos fundos da minha casa.

Beautiful Monster

As coisas podiam ser mais fáceis e mais escondidinhas. A internet brasileira vem tomando cada dia mais falta de forma. A facilidade em publicar e virizalizar qualquer informação tem criado micro-fenômenos instantâneos, fulgazes e dignos de alguma discussão. Não exatamente por serem relevantes mas, acima de tudo, pelo que traduzem a respeito dos nossos jovens. É como se o impacto fosse menos importante que a raiz e a causa.

Nos últimos 3 meses, vi tanta celebridade da web surgindo que até pensei ter dormido uns anos e repentinamente me bombardearam com Felipe Neto, PC Siqueira, Julia-Vivian-Cícero de Sorocaba, Fiuk, as namoradas do goleiro Bruno, a vida sexual de Richarlyssom e Ronaldo, fãs do Restart, a garotinha de 13 anos Jessi Slaughter e mais recentemente: as gostosas que começaram mostrando decotes e em 3 ou 4 dias já estavam mostrando o peito, a vagina e, esperando bem, veremos uma trompa in vivo hoje à noite via twitcam. Tudo isso não leva mais de 10 minutos e 5 mil pessoas já estão por dentro, comentando e repercutindo quaisquer um desses assuntos. É a ladygaguização da existência pop do Brasil, pós-inclusão digital.

O botão de retweet parece que se incorporou ao nosso comportamento. É muito buzz por nada no futuro. O Fantástico foi atrás da advogada Vivian nesta matéria que justificou com o título de hipocrisia qualquer crítica a respeito dela ter exposto o barraco que ela criou depois de ser traída em forma de vídeo em um tal página privada. Privada? Não sei até que ponto duram os danos morais de cada parte mas o certo é que não houve tanta inocência da parte dela que talvez peque por não conhecer a fundo as repercussões dessas coisas na rede mas estamos falando de princípios como moral, respeito e ética, que devido a formação acadêmica, a mesma deve estar careca de saber. Não nos referimos a homens, mulheres safadas ou a dor de uma traição que, igualmente a Vivian, também deve ter sido pesada para o marido de Juliana; óbviamente é um pouco de tudo.

Chamo atenção para tão somente o significado de intimidade. Enquanto uns vazam vídeos, outros preferem fazê-lo sem nenhum pudor, soltando o verbo e outras coisas mais. Fico pensando na anatomia dos pensamentos de alguém que sente prazer em ser xingado, desejado e perseguido por botões humanos de repetição e nada mais. Muita pouca fama e muito pouco glamou, se é isso que procuram. É como se nossa modernidade líquida funcionasse como ondas que lavam qualquer mancha e levam pro fundo do mar a tempestade criada hoje, no intervalo de tempo de uma maré e já que prazer não é algo eterno, os caçadores procuram suas nova droga a cada instante. É o dilúvio e crack da auto-publicidade.

Sou inteiramente entusiasta da liberdade de expressão, carrego a democracia tão quanto a paz como um estado de espírito e acredito que só seremos uma sociedade melhor quando aprendermos com talento a expressar nossas vontades e opiniões em qualquer condição que nos for solicitada. Contudo, sou a favor de freios e vírgulas que proporcionem apostos de onde se quer chegar. Exageros e falta de noção devem ser combatidos, ocultados e curados. Não precisamos admirar uma pessoa por dar sua opinião, o conteúdo é o mais plausível. O direito de ser você mesmo e ter rédeas da sua vida é intransferível, não saber disso desde de cedo pode causar danos irreparáveis a quem ainda é muito imaturo e jovem.

Amigo do Tempo

Devem existir pelo menos umas 3 datas dessa ao longo do ano de acordo com os tipos de calendários e contagem lunares ou nascimento de profetas que o Google pode nos ajudar a conhecer melhor mas esse não é o objetivo deste post. É, amigos…

Ninguém no mundo é capaz de concentrar tantas experiências e prazeres numa só relação e numa só palavra como essas criaturas que por razões bem complexas acabam se aproximando de nós. O tempo todo conhecemos gente, conquistamos, paramos de seguir, adicionamos, bloqueamos mas no meio disso tudo só consigo destacar algo maior. Falo de afinidade.

Afinidade não é somente aquilo que cabe em letras mas algo que te atrai conscientementemente e principalmente com o prefixo ‘in’’ na frente do advérbio. O nosso jeito de viver e pensar de alguma forma acaba encontrando uma conjunção ou perfeita e diametralmente oposta disjunção com alguém que faz parte da nossa vida e que merece confiança de alguma forma mas, mesmo assim, não conseguimos chegar perto do que nos coloca no conjunto de universo infinito de nome amizade. Admitamos assim que é como a vida, as coisas, os problemas e tudo que nos rodeiam: simplesmente (e nunca um simplesmente foi tão mal usado) existem. Ao bom vivant, vivamos!

Estou aqui há mais de duas décadas e ao longo disso, conquistei alguns amigos e fui reconhecido como tal por outro tanto. Sofri bastante e hipotetizo a razão estar ligada ao fato de tentar ser compreensivo, companheiro e leal sem, muitas vezes, nem observar a quem, mas a gente se adestra e se ensina e aos poucos faz tudo com mais decência e sabedoria pra não se ferrar mais, foi inteligente seguir em frente. Somos sempre auto-didatas das relações humanas, temos o outro simplesmente um aprendiz de espelho, por assim dizer. O fato é que aos trancos e barrancos conquistei admiração de alguns e isso me faz seguir feliz porque sei que não vejo sozinho as qualidades de quem me rodeia.

Hoje é só mais um dia e como a gente sempre tem mania de dizer que todo dia é dia da Mãe, do Pai, do Funcionário Público, do Bibliotecário, arrisco-me a dizer que quando falamos de amigos a repetição deve ser enfática, em negrito e digna de parágrafo único como este pra ser justa. Já vi horas difíceis de  morte, amor, fossa, doença, alegria, desespero, falta de dinheiro e estudo e em todos os instantes sempre tive a quem recorrer e, digo mais, foram os momentos em que mais descobri as pessoas excelentes que tenho a meu lado até mesmo depois de uma droga cuja cura é a mais urgente de nossa sociedade: a descrença em alguns seres que se dizem humanos. Outras vários disseram simplesmente com a presença que quem procura ser amigo dos outros sempre vai ter com quem contar logo ali, é a lei natural pra quem não escolhe ficar cego.

Amigo é um ser de extremos pois combina com instantes de percepção aguçada, típicas de alegria extrema ou pânico. Não se percebe um amigo sem precisar ou na ausência de contato. É a mão que te segura e dá força de graça, reciprocamente e sem cobrança, é aquilo que te livra do ateísmo existencial. Uma excelente tradução da presença de Deus

mombojó – amigo do tempo

Never Ending History

Sabe a pergunta boba de qual coisa você levaria pra uma Ilha Deserta?

Eu responderia sensatamente e, sendo ou não uma situação semelhante a que temos em Lost, certamente seria as minhas músicas,  uma boa companhia perfeita pra eternidade.  É como se cada som produzisse consigo o efeito de fonte de todas as épocas, pessoas e pensamentos que passaram de uma forma ou de outra ao longo dos meus dias. Pudesse fazer uma comparação simples, chamaria a música de diário onde tracks são capítulos e álbuns se encaixam perfeitamente em anos.

Pensei numa maneira inteligente de compartilhar todas as músicas que acho importante sem limitar, ser injusto ou incoerente. Decidi fazer um post simples e direto com um playlist interminável, ou seja, vou adicionando, sempre que lembrar, novos conteúdos e quem quiser saber mais sobre o que foi feito pra tocar pra mim pode acessar o link abaixo:

Áudio:


Vídeo:


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